| Publicado em: 11/10/2012 Autor/fonte: Por Marcus Neves Fernandes |
Amarelinha, pular-corda, esconde-esconde, ioiô, pega-pega. Essas
típicas brincadeiras infantis parecem não fazer mais parte do
mundo atual, onde imperam os videogames e os jogos baseados em
personagens enlatados de desenhos animados.
Hoje, até mesmo os velhos peões de madeira foram substituídos
pelo onipresente plástico, sinônimos de uma realidade descartável,
efêmera e consumista. Mas, se não é possível (e talvez, nem
desejável) voltar ao passado, é plenamente viável, no próximo Dia
das Crianças, optar por brinquedos que primam pela sustentabilidade
e pela educação – sem abrir mão, obviamente, da diversão.
Mesmo no Brasil, há vários fabricantes que trabalham dentro
desse conceito (veja sugestões de endereços
na página). Segundo a Associação
Brasileira dos Fabricantes
de Brinquedos, dos R$
4 bilhões que o setor faturou
em 2011, 20% já são de brinquedos
educativos.
FALTAM INSUMOS
Não há dados sobre a questão da sustentabilidade,
seja na fabricação das peças ou
no conceito do produto, o que não quer dizer
que não exista uma preocupação nesse sentido. O
problema, entretanto, é a falta de matéria-prima.
“Tente comprar madeira certificada ou bambu. É
muito difícil de encontrar e quando você consegue,o preço
é inviável”, afirma Marta Giardini, diretora-presidente da
Abrine–Associação Brasileira de Brinquedos Educativos.
Ela chegou inclusive a discutir o problema com o Governo
Federal. “Eles negaram que exista essa dificuldade, mas não me
apontaram saídas, não mostraram onde podemos conseguir matéria-
prima. Se eu quiser bambu, tenho que importar da China e aí
toda a sustentabilidade do produto se perde no transporte”.